quarta-feira, 16 de março de 2011

Preço do bezerro sobe em Mato Grosso.

O preço do bezerro está maior em Mato Grosso. A procura por gado melhorado geneticamente, mais precoce e com facilidade de ganho de peso e produtividade, tem feito com que o preço do bezerro de 12 meses seja de R$ 950.

O bezerro Nelore comum, está em média R$ 700, bem menos do preço do gado melhorado. A justificativa que faz com que os preços do gado melhorado seja mais elevado é de que ele pode ser abatido por volta dos 24 meses. Em contrapartida o gado comum acaba sendo abatido com até 48 meses, e como a pecuária de corte é considerada uma atividade de longo prazo, o abate precoce reflet em um gado que fica menos tempo na fazenda e gera mais ganhos para o produtor

Produtores arriscam a sanidade da lavoura fazendo a safrinha de inverno com soja sobre soja.

O preço estimulante da soja este ano está fazendo os agricultores de vários Estados brasileiros tomarem uma atitude considerada arriscada na agricultura. Eles estão abrindo mão da rotação de culturas, técnica recomendada para o controle da proliferação de pragas na lavoura e melhorar o solo, e voltam a semear a soja logo após a colheita do mesmo grão.
São utilizadas variedades superprecoces para que a colheita seja feita antes do início do vazio sanitário anual que dura 90 dias e começa em 15 de Junho. Normalmente o grão utilizado na safrinha é o milho, que tem papel importante para quebrar o ciclo de pragas e doenças de planta e de solo da lavoura anterior.
Os produtores não escondem que a opção pela segunda safra seguida de soja no ano é o bom preço. No ano passado, o milho que tem custo de produção mais alto que a soja, estava sendo comercializado a R$ 7 a saca . Este ano, com o milho em média a R$ 23, o produtor ainda opta pela safrinha de soja, mesmo tendo que gastar mais com defensivos e pulverizações. A justificativa é de que mesmo com mais gastos em pulverizações, como o preço da soja está bom (média de R$ 40 a saca), o custo acaba sendo absorvido.
Pesquisadores da Embrapa e da Aprosoja alertam os produtores do risco de se fazer a segunda safra com soja, pois as lavouras do grão correm o risco de infestarem de ferrugem asiática, praga que seria controlada pelo milho, porém a decisão final dos produtores sempre é do ganho final maior que a soja proporcionará.

terça-feira, 15 de março de 2011

Máquinas avançam noite adentro na colheita do milho em SP.

A colheita do milho avança pela noite no estado de São Paulo. A colheita do grão acontece na mesma época da soja, e os agricultores estão entrando noite adentro com as máquinas para não perder a produção e assim aproveitar o bom tempo, pois os grãos já estão no ponto de colheita e não podem se dar ao luxo de pararem e ocorrer um temporal, estragando todo o trabalho e perdendo tempo e produção.

O preço do milho também anima os produtores. O preço médio da saca de 60kg do grão está em média R$ 26,00, bem acima do preço do ano passado.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Técnica Rural - Construção de silo secador de grãos

Excesso de chuvas atrasa a colheita da soja em MS e plantio do milho safrinha.

O excesso de chuvas na região Centro-Oeste atrapalhou a colheita da soja e consequentemente o plantio do milho safrinha, cultura que vem logo após a colheita da soja.

O prazo para o plantiodo milho já passou e os agricultores estão investindo em outras culturas de inverno, como aveia, azevém e trigo, pois o risco de frio e geadas podem acabar com a produtividade do milho.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais lavoura. Menos pastagens.

Produtores do estado de Mato Grosso estão trocando as áreas destinadas à tradicional pecuária de corte da região, por mais hectares de soja.

Devido ao bom preço do grão este ano, os produtores estão trocando as áreas destinadas ao gado por hectares plantados com soja e milho, devido a ajuda da chuva e o clima que favoreceu a cultivar, que está rendendo bem mais que o gado, além de proporcionar um retorno mais rápido, pois o ciclo da soja tem em média 120 dias do plantio a colheita. Em contrapartida o gado é abatido em média somente após 2 anos de idade. O pagamento das áreas arrendadas custam cerca de 10 a 12 sacas por hectare.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Alta da arroba aquece venda de tourinhos.

A valorização do boi gordo, com a arroba cotada acima de R$ 100 desde Outubro de 2010, tem se estendido a diversos setores da cadeia produtiva. O de touros comerciais, os chamados tourinhos, é um deles. São animais obtidos por meio de programas de melhoramento genético, mas que, ao contrário dos animais de elite, arrematados por cifras milionárias e encaminhados para centrais de inseminação, são vendidos em leilões ou diretamente nas fazendas para integrar rebanhos comuns e melhorar sua genética.

Com o objetivo de aproveitar o ciclo de alta, que começou em 2008 e deve se manter até o fim de 2012, creem os especialistas, pecuaristas passaram a mirar no aumento dos plantéis. A primeira medida foi deixar de abater as fêmeas. A segunda, que se intensificou em 2010 e deve se manter, é o investimento em tourinhos, cuja genética de alto nível ajuda a obter bezerros mais precoces, encurtando o ciclo produtivo, reduzindo custos e ampliando os lucros.

Além da valorização dos animais, outro motivo estimulou o pregão fora de época: a falta de chuva nas pastagens entre agosto e novembro, que bloqueou o cio das vacas e consequentemente eliminou, no período, a necessidade de touros novos. Os valores médios por animal passaram de R$ 4.400 para R$ 5.670 entre 2009 e 2010.